Minha história

sábado, janeiro 2, 2010

Filed under: De bem com a vida — Maria Lucia Solla @ 8:55
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De céu e inferno

há dois modos apenas
de curar a vida
lamber a ferida
ou roer
as
penas

há dois modos da boca sorrir
arrastar a cara com ela
ou com a cara amarela

rir

há dois modos de ser amada
dançar ao som do amor
driblar aqui ali a dor
ou partir para o jogo do tudo
ou
nada

há dois modos de ser
ser na vida ser com ela
ou assistir da janela
e de inveja
pa
de
ser

há dois modos de chegar ao céu
reconhecer o inferno
partilhar com ele o denso véu
ou negar o demo e vagar
ao
léu

há dois modos de dizer a que veio
pular na frente
vim
gritar de trás olha eu aqui
enfim
ou estagnar na fileira
do
meio

há dois modos de sonhar
assistir ao sonho do outro
esticar o pescoço torto
ou sonho a sonho
or
ques
trar

há dois modos de beijar
a alma nos lábios do outro entregar
ou sonegar
sonegar

negar

segunda-feira, outubro 19, 2009

Comunicação

Filed under: Pílulas, quando houver — Maria Lucia Solla @ 8:39
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MVC-727F

Comunicação é a expressão do nosso espanto frente a vida e suas possibilidades.

domingo, setembro 6, 2009

De vida desimportante

Filed under: De bem com a vida — Maria Lucia Solla @ 13:12
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De vida desimportante

Tem gente que olha para a própria vida, compara com a de quem é notícia, e a vê pequena. Descolorida.

Mas esqueça a vida pequena e veja uma grande pedra, em cena.Vai carregada por homens que se curvam ao seu peso, e chama atenção; primeiro pelo tamanho, depois porque não é todo dia que a gente vê uma pedra dessas andando de lá para cá, na via certa ou na contramão.

Teria sido condenada a ser, para sempre, o pilar de seja lá o que for, ou teria sido condenada a, por algum tempo, deixar de ser pilar para ser arrastada para outro lugar?

A gente sempre tende a achar que tudo na vida é condenação. A tal da herança judaico-cristã do auto-flagelo e da comiseração.

Da culpa, da culpa, e da culpa.

Tudo isso é retrato do óbvio, eu sei, e é por isso mesmo que merece especial atenção, pensei.
O óbvio confunde; o óbvio distrai. Leva tua atenção embora, te conquista e te trai.
Reina soberano, feito senador sacano que se locupleta e lambuza, e do óbvio se serve e abusa

A desimportância atribuída a própria vida, acaba virando fato banal;
esporte nacional.

Como vai?
A gente vai levando… diz a canção.
Como Deus quer!
Assim, assim.
Eu mereço!

Ainda tem o esporte de achar que tudo na vida, se não é crime é castigo.
Quem foi que teve a ideia de acorrentar o prazer na masmorra de algum inferno gelado?
Sem sua intervenção, você, eu, todo mundo está condenado.
A sorrateira da culpa campeia solta, começa na mente e toma de assalto o coração.
E então, morre a esperança de redenção.

O fato é que temos, todos, a mesma importância, na tessitura da Vida. Entramos na sociedade com a única coisa que temos para oferecer: a vida, e também por isso é importante lembrar que

A DOR DE VIVER É IGUAL EM TODOS NÓS

… e a alegria também

Quantas vezes a gente perde o foco e sofre a dor do outro, ou regozija pelo sucesso alheio que parece já ter vindo pronto.
A gente segue a cartilha que encontrou esquecida
no banco do carona, depois da sua descida.

E aprende a lição alheia
que leva a tecer, do outro, a teia.
Luta noite e dia
e acaba de alma vazia.
Derrama lágrima estrangeira
e suspira suspiro quântico
sem sentido,
de coração partido.

Sem nome, só um número de RG

Com fome, cena triste de se ver

Tudo isso devido ao erro tamanho,
de ter largado, lá atrás, à beira do caminho,
o fardo da própria vida que considerou tacanho
em busca de quê? Do sonho do vizinho?

E você, sabe por onde e a quantas anda a tua vida?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Partilhando um pensamento

Filed under: Pensamento — Maria Lucia Solla @ 23:01
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Valentina quentinha

“Se pudesse recomeçar a vida, eu procuraria fazer meus sonhos ainda mais grandiosos, porque a vida é infinitamente mais bela e maior do que eu pensava, mesmo em sonho”

G. Bernanos (1888-1948)

terça-feira, agosto 25, 2009

Reescrevendo De bem com a vida mesmo que doa

Filed under: De bem com a vida — Maria Lucia Solla @ 15:42
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por-do-sol depois do churrasco da família

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Foi assim que Milton Jung apresentou meu trabalho no Blog do Milton Jung.

“Toda cheia”, resolvi que a apresentação é parte do livro reescrito, e estará lá quando ele se materializar em papel e capa.

Neste blog, os capítulos serão postados sempre às segundas-feiras.

ml

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


sexta-feira, agosto 21, 2009

o começo de tudo

Filed under: Minha história — Maria Lucia Solla @ 20:00
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nasci

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