Minha história

quarta-feira, janeiro 20, 2010

De consciência

Filed under: De bem com a vida — Maria Lucia Solla @ 7:20
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Olá,

Sou fã de carteirinha da tela mental. Aquela que vem no pacote básico do ser humano; branca como as telas de cinema, para que a gente projete o que quiser e produza a própria história. Cenário, iluminação, personagens, flashbacks, incursões no futuro, trilha sonora, efeitos especiais… a obra é nossa.

A tela mental é indispensável, por exemplo, na manutenção e treinamento da memória. Nosso cérebro armazena a informação mais facilmente se vier acompanhada ou for enriquecida com imagem: externa ou interna, vista ou criada por você. Visualização e compreensão turbinam a memorização.

Ela também é preciosa no aprendizado de idiomas. Você projeta a imagem do que ouve, associa som e imagem, e… ponto para você.

Nela podemos projetar anseios, e as imagens dão uma ideia do que seria o teu sonho transformado em realidade. O termômetro é bom; você vai perceber que enquanto pensa e assiste à projeção do teu pensamento, todos os teus corpos reagem. Fica mais fácil perceber quando se está sabotando ou envenenando através de pensamentos ou atitudes doentes. Por outro lado também vai ficando cada vez mais fácil sentir e perceber a leveza e a dança dos corpos quando se imagina algo que é bem vindo. Dá para começar a separar o joio do trigo.

Mas o que eu quero, mesmo, é convidar você a acionar a tua tela mental e comigo projetar a Vida como um jogo em 3 dimensões; um tabuleiro com pequenas depressões – quadrados vazios, como caixinhas sem tampas – a serem preenchidas. Você vai vivendo, pensando, falando, ouvindo, olhando numa e noutra direção, e escolhe que caixinha preencher, como e com o quê; desenhando assim a Vida. O tempo do jogo varia de jogador para jogador, e nunca se sabe quando vai mudar de fase e nem quando vai soar o apito final. Ao longo do jogo aparecem curingas que geralmente piscam e saracoteiam feito bagres ensaboados, e se a gente vacila, fica a ver navios.

Veja um tabuleiro não estático. Ele desliza normalmente para a esquerda, deixando à mostra um pouco do passado recente – para que se possa rever as últimas intervenções – o hoje sendo construído – desenhado, elaborado, destruído, rabiscado, ignorado – e parte do amanhã sonhado. Mas tudo pode acontecer. Tudo é possível enquanto se está jogando. Tempo é Vida.

Diferentemente dos jogos em que destreza manual e agilidade mental são predicados fundamentais, no jogo da Vida o trunfo é a consciência ampliada e afiada. Consciência da Essência e do Caminho. Capacidade de estar acordado, de ver, perceber e sentir, com todas as células de todos os corpos, a Vida que se oferece, se entrega aberta, receptiva à tua intervenção. Convidando eternamente para que você Viva.

Imagine, projete, modifique o sonho, retoque a cena e tente não perder os curingas.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de Comunicação e Expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung provocando imagens na nossa mente.

terça-feira, agosto 25, 2009

Reescrevendo De bem com a vida mesmo que doa

Filed under: De bem com a vida — Maria Lucia Solla @ 15:42
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por-do-sol depois do churrasco da família

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Foi assim que Milton Jung apresentou meu trabalho no Blog do Milton Jung.

“Toda cheia”, resolvi que a apresentação é parte do livro reescrito, e estará lá quando ele se materializar em papel e capa.

Neste blog, os capítulos serão postados sempre às segundas-feiras.

ml

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


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